Ceará · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Alcântaras - CE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Alcântaras, Ceará.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 74poços cadastrados
  • 67,6 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 14,1 mnível estático médio

Como são os poços em Alcântaras - CE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 74 poços em Alcântaras - CE. A profundidade média é de 67,6 m e a mediana, 60 m, medida em 71 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 1.273 dos 3.780 domicílios do município — 33,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
74
Profundidade média
67,6 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
14,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
6,7 m mais fundo que a média de Ceará (60,9 m)
População (Censo 2022)
11.369 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.273 (33,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 74 poços em Alcântaras, com profundidade média de 67,6 m (mediana de 60 m, variando de 3,6 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 62% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Alcântaras é 6,7 m mais fundo que a média de Ceará (60,9 m).

Números do cadastro em Alcântaras

Poços cadastrados em Alcântaras - CE
Poços no cadastro nacional74 poços
Profundidade média67,6 m 71 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade3,6 m a 120 m
Nível estático médio14,1 m 28 poços com o dado
Nível dinâmico médio46,6 m 26 poços com o dado
Vazão específica média5,2 m³/h por metro 23 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 62% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 62% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 26 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 27 poços
Poços com teste de vazão74 de 74
Distribuição das profundidades em Alcântaras 3,6 m mínimo 60 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 84 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Alcântaras por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 11% 50-100 m 53 · 75% 100-150 m 10 · 14%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Alcântaras 2 1970 12 1980 27 1990 25 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Alcântaras. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 26 · 43% Abastecimento urbano 20 · 33% Abastecimento doméstico 12 · 20% Irrigação 2 · 3% Abastecimento industrial 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 8 poços
  • Poroso — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 8 poços
  • Aluviões — 5 poços

O território e o subsolo de Alcântaras

Alcântaras tem 11.369 habitantes distribuídos em 135,8 km², o que dá 83,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sobral.

No Censo 2022, 1.273 dos 3.780 domicílios de Alcântaras — 33,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 937 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.919 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Cerca de três quartos do Ceará estão sobre embasamento cristalino; o restante são as bacias sedimentares do Araripe, do Apodi e as coberturas costeiras. Os aquíferos com nome próprio do estado: Bacia do Araripe, Bacia Potiguar/Apodi, dunas e paleodunas costeiras, aluviões. No cristalino semiárido a locação por geofísica muda o resultado, e a água pode vir salobra — no Cariri, sobre o Araripe, o quadro é outro: poço poroso, profundo e de boa vazão.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Alcântaras

Com base em 853 poços cadastrados num raio de 30 km de Alcântaras - CE, 80% deles foram concluídos entre 42 m e 89 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 2,4 m³/h (metade dos poços entre 1,2 m³/h e 4,8 m³/h), sobre 328 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (91% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Alcântaras se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 853 poços no raio, contra 74 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
2,4 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
30,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 328 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Alcântaras: 36/100

36 de 100

Confiança: amostra alta853 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 13peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 86peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 6peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 40peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Alcântaras costumam descer

  • até 50 m 22%138
  • 50 a 100 m 74%473
  • 100 a 150 m 4%25
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 1,9 m³/h 60 m 9068 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,3 m³/h 60 m 4138 com teste
Grupo Ubajara sem teste 50 m 7
Aluviões 3,0 m³/h 5 m 55 com teste
Grupo Jaibaras sem teste 60 m 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m44 poços Corpo Cristalino 23 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 10 · Aluviões 5
  • 50 a 100 m108 poços Corpo Cristalino 67 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 30 · Grupo Jaibaras 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Alcântaras?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Alcântaras.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.