Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Serra Dourada - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Serra Dourada, Bahia.

  • aquífero carstico
  • grupo bambuí
  • 111poços cadastrados
  • 119,6 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 16 mnível estático médio

Como são os poços em Serra Dourada - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 111 poços em Serra Dourada - BA. A profundidade média é de 119,6 m e a mediana, 120 m, medida em 97 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Grupo Bambuí. No Censo 2022, 2.273 dos 5.898 domicílios do município — 38,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
111
Profundidade média
119,6 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
16 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Grupo Bambuí
Ante a média do estado
19,9 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
17.066 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.273 (38,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 111 poços em Serra Dourada, com profundidade média de 119,6 m (mediana de 120 m, variando de 36 m a 198 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bambuí, presente em 70% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Serra Dourada é 19,9 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Serra Dourada

Poços cadastrados em Serra Dourada - BA
Poços no cadastro nacional111 poços
Profundidade média119,6 m 97 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade36 m a 198 m
Nível estático médio16 m 70 poços com o dado
Nível dinâmico médio48,5 m 70 poços com o dado
Vazão específica média3,9 m³/h por metro 56 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 76% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bambuí 70% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 32 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 39 poços
Poços com teste de vazão111 de 111
Distribuição das profundidades em Serra Dourada 36 m mínimo 120 m mediana 198 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Serra Dourada por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 2% 50-100 m 29 · 30% 100-150 m 53 · 55% 150-200 m 13 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Serra Dourada 7 1970 39 1980 9 1990 8 2000 33 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Serra Dourada. Valores em poços. Abastecimento urbano 32 · 58% Abastecimento doméstico/animal 12 · 22% Pecuária 11 · 20%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 52 poços
  • Fissural — 13 poços
  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bambuí — 47 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 9 poços
  • Proterozoico Superior — 4 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 3 poços
  • Eluvião — 2 poços
  • Formacao Urucuia — 2 poços

O território e o subsolo de Serra Dourada

Serra Dourada tem 17.066 habitantes distribuídos em 1.592,2 km², o que dá 10,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Barreiras.

No Censo 2022, 2.273 dos 5.898 domicílios de Serra Dourada — 38,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.190 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.507 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Serra Dourada

Com base em 217 poços cadastrados num raio de 30 km de Serra Dourada - BA, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 162 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 7,7 m³/h (metade dos poços entre 3,1 m³/h e 15,9 m³/h), sobre 113 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (84% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Serra Dourada se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 217 poços no raio, contra 111 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
7,7 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
7,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 113 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Serra Dourada: 49/100

49 de 100

Confiança: amostra alta217 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 47peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 29peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Serra Dourada costumam descer

  • até 50 m 4%8
  • 50 a 100 m 31%60
  • 100 a 150 m 52%99
  • acima de 150 m 13%24

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bambuí 9,3 m³/h 120 m 8343 com teste
Subgrupo Paraopeba 4,1 m³/h 150 m 119 com teste
Eluvião 9,2 m³/h 100 m 85 com teste
Quaternário sem teste 102 m 5
Aluviões 4,2 m³/h 101 m 42 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 13,9 m³/h 98 m 43 com teste
Proterozoico Superior 17,3 m³/h 165 m 42 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Grupo Bambuí 5 · Eluvião 1 · Subgrupo Paraopeba 1
  • 50 a 100 m43 poços Grupo Bambuí 27 · Eluvião 5 · Aluviões 2
  • 100 a 150 m63 poços Grupo Bambuí 47 · Subgrupo Paraopeba 5 · Quaternário 3
  • acima de 150 m11 poços Grupo Bambuí 4 · Subgrupo Paraopeba 3 · Proterozoico Superior 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Serra Dourada?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Serra Dourada.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.