Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Camamu - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Camamu, Bahia.

  • aquífero fissural
  • quaternário
  • 25poços cadastrados
  • 101,3 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 5,9 mnível estático médio

Como são os poços em Camamu - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 25 poços em Camamu - BA. A profundidade média é de 101,3 m e a mediana, 100 m, medida em 23 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Quaternário. No Censo 2022, 1.413 dos 10.433 domicílios do município — 13,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
25
Profundidade média
101,3 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
5,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Quaternário
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
30.469 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.413 (13,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 25 poços em Camamu, com profundidade média de 101,3 m (mediana de 100 m, variando de 7,7 m a 260 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Quaternário, presente em 36% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Camamu é praticamente igual à média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Camamu

Poços cadastrados em Camamu - BA
Poços no cadastro nacional25 poços
Profundidade média101,3 m 23 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade7,7 m a 260 m
Nível estático médio5,9 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio41,6 m 15 poços com o dado
Vazão específica média1,5 m³/h por metro 14 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 59% dos registros
Rocha predominanteQuaternário 36% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 10 poços
Poços com teste de vazão25 de 25
Distribuição das profundidades em Camamu 7,7 m mínimo 100 m mediana 260 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Camamu por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 17% 50-100 m 8 · 35% 100-150 m 8 · 35% 150-200 m 1 · 4% acima de 200 m 2 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Camamu 1 1980 5 1990 2 2000 10 2010 5 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Camamu. Valores em poços. Abastecimento urbano 9 · 90% Abastecimento industrial 1 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 10 poços
  • Poroso — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Quaternário — 5 poços
  • Aluviões — 4 poços
  • Arqueano — 2 poços
  • Grupo Barreiras — 1 poço
  • Formação Aliança — 1 poço
  • Proterozoico Inferior — 1 poço

O território e o subsolo de Camamu

Camamu tem 30.469 habitantes distribuídos em 839,7 km², o que dá 36,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Valença, na região intermediária de Santo Antônio de Jesus.

No Censo 2022, 1.413 dos 10.433 domicílios de Camamu — 13,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 682 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.282 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Camamu

Com base em 73 poços cadastrados num raio de 30 km de Camamu - BA, 80% deles foram concluídos entre 12 m e 120 m, com profundidade mediana de 94 m. A vazão mediana calculada é de 5,3 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 16,6 m³/h), sobre 33 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (58% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Camamu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 73 poços no raio, contra 25 poços dentro do município.

94 mprofundidade mediana
5,3 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
2,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 33 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Camamu: 30/100

30 de 100

Confiança: amostra alta73 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 33peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 20peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 35peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 53peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 4peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Camamu costumam descer

  • até 50 m 22%13
  • 50 a 100 m 41%24
  • 100 a 150 m 31%18
  • acima de 150 m 5%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Quaternário 2,0 m³/h 8 m 93 com teste
Proterozoico Inferior 4,9 m³/h 111 m 43 com teste
Arqueano 8,2 m³/h 120 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m12 poços Quaternário 8 · Eluvião 1 · Grupo Barreira Indiviso 1
  • 50 a 100 m4 poços Proterozoico Inferior 1 · Grupo Barreira Indiviso 1 · Quaternário 1
  • 100 a 150 m7 poços Proterozoico Inferior 3 · Arqueano 2 · Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Camamu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Camamu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.