Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Barro Alto - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Barro Alto, Bahia.

  • aquífero carstico
  • formação salitre
  • 147poços cadastrados
  • 97,9 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 26,8 mnível estático médio

Como são os poços em Barro Alto - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 147 poços em Barro Alto - BA. A profundidade média é de 97,9 m e a mediana, 90 m, medida em 133 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26,8 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Salitre. No Censo 2022, 1.386 dos 4.748 domicílios do município — 29,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
147
Profundidade média
97,9 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
26,8 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Salitre
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
13.453 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.386 (29,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 147 poços em Barro Alto, com profundidade média de 97,9 m (mediana de 90 m, variando de 28 m a 164 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Salitre, presente em 61% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Barro Alto é praticamente igual à média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Barro Alto

Poços cadastrados em Barro Alto - BA
Poços no cadastro nacional147 poços
Profundidade média97,9 m 133 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade28 m a 164 m
Nível estático médio26,8 m 116 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,9 m 116 poços com o dado
Vazão específica média17,7 m³/h por metro 94 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 76% dos registros
Rocha predominanteFormação Salitre 61% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 73 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 40 poços
Poços com teste de vazão147 de 147
Distribuição das profundidades em Barro Alto 28 m mínimo 90 m mediana 164 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Barro Alto por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 4% 50-100 m 75 · 56% 100-150 m 50 · 38% 150-200 m 3 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Barro Alto 7 1960 5 1970 39 1980 40 1990 34 2000 7 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Barro Alto. Valores em poços. Abastecimento urbano 73 · 68% Irrigação 20 · 19% Abastecimento múltiplo 9 · 8% Abastecimento doméstico/animal 3 · 3% Abastecimento doméstico 2 · 2% Doméstico/irrigação/animal 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 83 poços
  • Fissural — 25 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Salitre — 81 poços
  • Quaternário — 20 poços
  • Grupo Bambuí — 17 poços
  • Terciário-Quaternário — 9 poços
  • Eluvião — 4 poços
  • Formacao Urucuia — 1 poço

O território e o subsolo de Barro Alto

Barro Alto tem 13.453 habitantes distribuídos em 414,5 km², o que dá 32,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Irecê.

No Censo 2022, 1.386 dos 4.748 domicílios de Barro Alto — 29,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.383 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.053 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Barro Alto

Com base em 607 poços cadastrados num raio de 30 km de Barro Alto - BA, 80% deles foram concluídos entre 61 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 8,3 m³/h (metade dos poços entre 3,9 m³/h e 15,4 m³/h), sobre 319 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Barro Alto se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 607 poços no raio, contra 147 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
8,3 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
21,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 319 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Barro Alto: 59/100

59 de 100

Confiança: amostra alta607 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 61peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 77peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 44peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 50peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Barro Alto costumam descer

  • até 50 m 4%24
  • 50 a 100 m 48%269
  • 100 a 150 m 38%211
  • acima de 150 m 9%52

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Salitre 8,1 m³/h 90 m 178104 com teste
Quaternário 5,5 m³/h 80 m 9020 com teste
Grupo Bambuí 9,3 m³/h 120 m 5939 com teste
Eluvião 6,6 m³/h 94 m 3623 com teste
Terciário-Quaternário 13,2 m³/h 90 m 166 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6,4 m³/h 120 m 106 com teste
Proterozoico Superior 7,5 m³/h 174 m 97 com teste
Formação Morro do Chapéu 23,8 m³/h 80 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m21 poços Quaternário 9 · Grupo Bambuí 5 · Formação Salitre 5
  • 50 a 100 m218 poços Formação Salitre 105 · Quaternário 48 · Eluvião 25
  • 100 a 150 m133 poços Formação Salitre 60 · Grupo Bambuí 31 · Quaternário 26
  • acima de 150 m40 poços Formação Salitre 8 · Proterozoico Superior 8 · Quaternário 7

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Barro Alto?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Barro Alto.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.