Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Barra do Mendes - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Barra do Mendes, Bahia.

  • aquífero carstico
  • formação salitre
  • 140poços cadastrados
  • 98,7 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 14,5 mnível estático médio

Como são os poços em Barra do Mendes - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 140 poços em Barra do Mendes - BA. A profundidade média é de 98,7 m e a mediana, 90 m, medida em 134 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,5 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Salitre. No Censo 2022, 1.407 dos 5.044 domicílios do município — 27,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
140
Profundidade média
98,7 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
14,5 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Salitre
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
13.836 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.407 (27,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 140 poços em Barra do Mendes, com profundidade média de 98,7 m (mediana de 90 m, variando de 31 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Salitre, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Barra do Mendes é praticamente igual à média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Barra do Mendes

Poços cadastrados em Barra do Mendes - BA
Poços no cadastro nacional140 poços
Profundidade média98,7 m 134 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade31 m a 200 m
Nível estático médio14,5 m 107 poços com o dado
Nível dinâmico médio46,2 m 107 poços com o dado
Vazão específica média2,5 m³/h por metro 72 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 52% dos registros
Rocha predominanteFormação Salitre 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 74 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 53 poços
Poços com teste de vazão140 de 140
Distribuição das profundidades em Barra do Mendes 31 m mínimo 90 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 72 m e 121 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Barra do Mendes por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 12 · 9% 50-100 m 66 · 49% 100-150 m 49 · 37% 150-200 m 7 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Barra do Mendes 3 1960 5 1970 53 1980 12 1990 38 2000 13 2010 10 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Barra do Mendes. Valores em poços. Abastecimento urbano 74 · 93% Abastecimento doméstico/animal 3 · 4% Abastecimento doméstico 2 · 3% Irrigação 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 56 poços
  • Fissural — 47 poços
  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Salitre — 34 poços
  • Quaternário — 30 poços
  • Grupo Bambuí — 14 poços
  • Terciário-Quaternário — 10 poços
  • Grupo Paraguaçu — 9 poços
  • Grupo Chapada Diamantina — 7 poços

O território e o subsolo de Barra do Mendes

Barra do Mendes tem 13.836 habitantes distribuídos em 1.436,3 km², o que dá 9,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Irecê.

No Censo 2022, 1.407 dos 5.044 domicílios de Barra do Mendes — 27,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.400 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 689 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Barra do Mendes

Com base em 289 poços cadastrados num raio de 30 km de Barra do Mendes - BA, 80% deles foram concluídos entre 56 m e 150 m, com profundidade mediana de 91 m. A vazão mediana calculada é de 8,1 m³/h (metade dos poços entre 3,9 m³/h e 16,2 m³/h), sobre 152 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (71% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Barra do Mendes se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 289 poços no raio, contra 140 poços dentro do município.

91 mprofundidade mediana
8,1 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
10,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 152 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Barra do Mendes: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta289 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 59peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 55peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 41peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 55peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 38peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Barra do Mendes costumam descer

  • até 50 m 6%17
  • 50 a 100 m 53%141
  • 100 a 150 m 33%89
  • acima de 150 m 7%20

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Salitre 8,0 m³/h 84 m 6237 com teste
Quaternário 4,3 m³/h 80 m 5412 com teste
Grupo Bambuí 16,1 m³/h 120 m 2519 com teste
Terciário-Quaternário 7,5 m³/h 81 m 144 com teste
Eluvião 6,5 m³/h 100 m 139 com teste
Corpo Cristalino 15,9 m³/h 80 m 52 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 13,0 m³/h 106 m 42 com teste
Proterozoico Superior 4,7 m³/h 177 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m15 poços Quaternário 7 · Terciário-Quaternário 3 · Grupo Bambuí 2
  • 50 a 100 m108 poços Formação Salitre 41 · Quaternário 28 · Grupo Bambuí 9
  • 100 a 150 m57 poços Formação Salitre 17 · Quaternário 14 · Grupo Bambuí 11
  • acima de 150 m17 poços Quaternário 5 · Proterozoico Superior 3 · Grupo Bambuí 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Barra do Mendes?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Barra do Mendes.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.