Amapá · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Macapá - AP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Macapá, Amapá.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 182poços cadastrados
  • 50,3 mprofundidade média
  • 39 mprofundidade mediana
  • 12,8 mnível estático médio

Como são os poços em Macapá - AP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 182 poços em Macapá - AP. A profundidade média é de 50,3 m e a mediana, 39 m, medida em 174 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 64.792 dos 123.482 domicílios do município — 52,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
182
Profundidade média
50,3 m
Profundidade mediana
39 m
Nível estático médio
12,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Amapá (52,3 m)
População (Censo 2022)
442.933 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
64.792 (52,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 182 poços em Macapá, com profundidade média de 50,3 m (mediana de 39 m, variando de 14 m a 265 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 88% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Macapá é praticamente igual à média de Amapá (52,3 m).

Números do cadastro em Macapá

Poços cadastrados em Macapá - AP
Poços no cadastro nacional182 poços
Profundidade média50,3 m 174 poços com o dado
Profundidade mediana39 m
Faixa de profundidade14 m a 265 m
Nível estático médio12,8 m 139 poços com o dado
Nível dinâmico médio22,6 m 130 poços com o dado
Vazão específica média1,7 m³/h por metro 117 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 95% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 88% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 114 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 126 poços
Poços com teste de vazão182 de 182
Distribuição das profundidades em Macapá 14 m mínimo 39 m mediana 265 m máximo
Metade dos poços fica entre 32 m e 45 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Macapá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 136 · 78% 50-100 m 23 · 13% 100-150 m 3 · 2% 150-200 m 9 · 5% acima de 200 m 3 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Macapá 7 1980 5 1990 21 2000 126 2010 14 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Macapá. Valores em poços. Abastecimento doméstico 114 · 71% Abastecimento urbano 29 · 18% Abastecimento industrial 7 · 4% Abastecimento múltiplo 6 · 4% Outros (lazer,etc.) 3 · 2% Abastecimento doméstico/animal 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 55 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 51 poços
  • Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros — 4 poços
  • Arqueano — 1 poço
  • Formação Alter do Chão — 1 poço
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Macapá

Macapá tem 442.933 habitantes distribuídos em 6.563,8 km², o que dá 67,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Macapá.

No Censo 2022, 64.792 dos 123.482 domicílios de Macapá — 52,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 43.517 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 61.316 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Amapá combina o embasamento do Escudo das Guianas com as coberturas sedimentares do Barreiras e das planícies costeiras. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Barreiras, embasamento do Escudo das Guianas. Na faixa costeira o poço é raso e poroso; no interior, cristalino dependente de fratura.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Macapá

Com base em 212 poços cadastrados num raio de 30 km de Macapá - AP, 80% deles foram concluídos entre 24 m e 90 m, com profundidade mediana de 40 m. A vazão mediana calculada é de 4,5 m³/h (metade dos poços entre 1,8 m³/h e 14,0 m³/h), sobre 136 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (95% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Macapá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 212 poços no raio, contra 182 poços dentro do município.

40 mprofundidade mediana
4,5 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
7,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 136 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Macapá: 39/100

39 de 100

Confiança: amostra alta212 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 27peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 46peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 45peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 96peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 4peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Macapá costumam descer

  • até 50 m 71%145
  • 50 a 100 m 19%39
  • 100 a 150 m 3%6
  • acima de 150 m 7%14

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 13,0 m³/h 42 m 7063 com teste
Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 1,6 m³/h 39 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m49 poços Grupo Barreiras 43 · Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 3 · Formação Alter do Chão 1
  • 50 a 100 m14 poços Grupo Barreiras 13 · Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 1
  • 100 a 150 m6 poços Grupo Barreiras 6
  • acima de 150 m9 poços Grupo Barreiras 8 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Macapá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Macapá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.