Amazonas · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Manacapuru - AM: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Manacapuru, Amazonas.

  • aquífero poroso
  • formação alter do chão
  • 509poços cadastrados
  • 46,4 mprofundidade média
  • 30 mprofundidade mediana
  • 13,2 mnível estático médio

Como são os poços em Manacapuru - AM?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 509 poços em Manacapuru - AM. A profundidade média é de 46,4 m e a mediana, 30 m, medida em 509 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Alter do Chão. No Censo 2022, 8.423 dos 26.883 domicílios do município — 31,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
509
Profundidade média
46,4 m
Profundidade mediana
30 m
Nível estático médio
13,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Alter do Chão
Ante a média do estado
24,2 m mais raso que a média de Amazonas (70,6 m)
População (Censo 2022)
101.883 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
8.423 (31,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 509 poços em Manacapuru, com profundidade média de 46,4 m (mediana de 30 m, variando de 2,7 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Alter do Chão, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Manacapuru é 24,2 m mais raso que a média de Amazonas (70,6 m).

Números do cadastro em Manacapuru

Poços cadastrados em Manacapuru - AM
Poços no cadastro nacional509 poços
Profundidade média46,4 m 509 poços com o dado
Profundidade mediana30 m
Faixa de profundidade2,7 m a 250 m
Nível estático médio13,2 m 163 poços com o dado
Nível dinâmico médio44,7 m 52 poços com o dado
Vazão específica média1 m³/h por metro 50 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Alter do Chão 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 330 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 252 poços
Poços com teste de vazão509 de 509
Distribuição das profundidades em Manacapuru 2,7 m mínimo 30 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 20 m e 60 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Manacapuru por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 373 · 73% 50-100 m 93 · 18% 100-150 m 29 · 6% acima de 200 m 14 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Manacapuru 4 1970 16 1980 207 1990 252 2000 30 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Manacapuru. Valores em poços. Abastecimento doméstico 330 · 66% Sem uso 67 · 13% Abastecimento urbano 30 · 6% Abastecimento industrial 28 · 6% Abastecimento múltiplo 26 · 5% Abastecimento doméstico/animal 16 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 509 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Alter do Chão — 509 poços

O território e o subsolo de Manacapuru

Manacapuru tem 101.883 habitantes distribuídos em 7.336,6 km², o que dá 13,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Manacapuru, na região intermediária de Manaus.

No Censo 2022, 8.423 dos 26.883 domicílios de Manacapuru — 31,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 8.122 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 10.988 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Amazonas está sobre a Bacia do Amazonas, onde a Formação Alter do Chão forma um dos maiores reservatórios de água subterrânea do planeta. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, aluviões. Arenito friável de alta produtividade. O projeto vive do revestimento e do pré-filtro; ferro dissolvido é o problema químico mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Manacapuru

Com base em 577 poços cadastrados num raio de 30 km de Manacapuru - AM, 80% deles foram concluídos entre 15 m e 100 m, com profundidade mediana de 30 m. A vazão mediana calculada é de 7,9 m³/h (metade dos poços entre 5,1 m³/h e 24,8 m³/h), sobre 57 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Manacapuru se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 577 poços no raio, contra 509 poços dentro do município.

30 mprofundidade mediana
7,9 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
20,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 57 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Manacapuru: 59/100

59 de 100

Confiança: amostra alta577 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 55peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 75peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 55peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 98peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 6peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Manacapuru costumam descer

  • até 50 m 71%411
  • 50 a 100 m 21%119
  • 100 a 150 m 6%32
  • acima de 150 m 3%15

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m411 poços Formação Alter do Chão 411
  • 50 a 100 m119 poços Formação Alter do Chão 118 · Formacao Içá 1
  • 100 a 150 m32 poços Formação Alter do Chão 32
  • acima de 150 m15 poços Formação Alter do Chão 15

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Manacapuru?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Manacapuru.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.