Alagoas · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pariconha - AL: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pariconha, Alagoas.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 10poços cadastrados
  • 60,7 mprofundidade média
  • 51 mprofundidade mediana
  • 6,3 mnível estático médio

Como são os poços em Pariconha - AL?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 10 poços em Pariconha - AL. A profundidade média é de 60,7 m e a mediana, 51 m, medida em 9 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 6 dos 3.262 domicílios do município — 0,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
10
Profundidade média
60,7 m
Profundidade mediana
51 m
Nível estático médio
6,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
12,7 m mais raso que a média de Alagoas (73,4 m)
População (Censo 2022)
10.573 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
6 (0,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 10 poços em Pariconha, com profundidade média de 60,7 m (mediana de 51 m, variando de 20 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pariconha é 12,7 m mais raso que a média de Alagoas (73,4 m).

Números do cadastro em Pariconha

Poços cadastrados em Pariconha - AL
Poços no cadastro nacional10 poços
Profundidade média60,7 m 9 poços com o dado
Profundidade mediana51 m
Faixa de profundidade20 m a 150 m
Nível estático médio6,3 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio29,7 m 2 poços com o dado
Vazão específica média0 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 4 poços
Poços com teste de vazão10 de 10
Distribuição das profundidades em Pariconha 20 m mínimo 51 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 60 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pariconha por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 44% 50-100 m 4 · 44% 100-150 m 1 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pariconha 1 1980 4 1990 4 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pariconha. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 3 · 50% Abastecimento doméstico/animal 2 · 33% Abastecimento doméstico 1 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 3 poços

O território e o subsolo de Pariconha

Pariconha tem 10.573 habitantes distribuídos em 254,7 km², o que dá 41,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Delmiro Gouveia, na região intermediária de Arapiraca.

No Censo 2022, 6 dos 3.262 domicílios de Pariconha — 0,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 4 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 901 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Pariconha, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Alagoas divide-se entre a Bacia Sergipe-Alagoas e os tabuleiros do Barreiras, no litoral, e o embasamento cristalino, no sertão. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Barreiras, Sistema Marituba, embasamento cristalino. No litoral, poço poroso previsível; no agreste e no sertão, poço fissural que depende de fratura — e, perto do mar, atenção à intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pariconha

Com base em 261 poços cadastrados num raio de 30 km de Pariconha - AL, 80% deles foram concluídos entre 38 m e 145 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 2,5 m³/h (metade dos poços entre 1,0 m³/h e 5,0 m³/h), sobre 50 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (81% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pariconha se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 261 poços no raio, contra 10 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
2,5 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
9,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 50 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pariconha: 28/100

28 de 100

Confiança: amostra alta261 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 13peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 52peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 4peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 33peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pariconha costumam descer

  • até 50 m 35%63
  • 50 a 100 m 49%87
  • 100 a 150 m 7%13
  • acima de 150 m 8%15

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 2,0 m³/h 50 m 3021 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 1,1 m³/h 60 m 129 com teste
Formação Tacaratu 5,0 m³/h 100 m 75 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m27 poços Corpo Cristalino 22 · Pré-Cambriano Indiviso 2 · Formação Tacaratu 2
  • 50 a 100 m25 poços Pré-Cambriano Indiviso 10 · Corpo Cristalino 8 · Formação Tacaratu 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pariconha?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pariconha.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.